domingo, 9 de junho de 2013

Lista de Filmes do Feriadão

Há muito tempo não faço uma postagem, sabe como é, faço matemática, então perco muito tempo vendo seriados (hehehe). Perguntaram que filmes eu vi nesse feriado, eu não sabia dizer, de tantos que haviam sido. Portanto, resolvi dar um parecer rápido de todos os que eu me lembrar, filme ou seriado. 

The Loved Ones

Na verdade, esse eu não vi no feriado, vi agora há pouco. Estava procurando por filmes de terror e me deparei com esse num site. Ele ganhou prêmio no Festival de Toronto, e filmes que ganham prêmios em festivais, em geral costumam ser bons (pelo menos os do Festival de Sundance eu curto). É a história de um cara que recusa ir com uma garota pro baile de formatura e ela é uma lunática sádica que se vinga dele. Não é aquele trash americano ridículo estilo Megan Fox naquele filme da Garota Infernal (não vi e nem quero, mas sei que é lixo). É um filme sádico, mas não sei dizer o quanto, porque depois de eu ter visto A Centopéia Humana 1 e 2, Laranja Mecânica e A Serbian Film, ando tão vacinada com filmes de sangue e mutilações! Acho até estranho isso. Não sei porque esses filmes me atraem (vai ver eu tenho um lado psicótico escondido, hahahaha), mas sempre fico curiosa pra ver essas coisas. Bom, sobre o filme, ele é, digamos, ok. Não é chocante (no meu ponto de vista), mas não chega a ser super bobo. Pra quem gosta de sangue e sadismo, boa pedida. 

The Dark Knight Rises, ou vulgo Batman 3

Amei, amei, amei, mas confesso que curti mais quando vi pela segunda vez. Na verdade, não cheguei a achar genial quanto o segundo filme, mas aquelas vozes de fundo batucando e gritando aquele som repetitivo do começo do trailer é FAN-TÁS-TI-CO! Não vou comentar muito, porque todos já conhecem o filme. Quem ainda não conhece, CORRAAAAAAAAAA pra ver, clássico. Ponto. Mais uma coisa: quero filme com o Robin!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Por que tudo o que é bom acaba?

Game of Thrones (3x09)

Sensação da semana passada, tem até vídeo no YouTube sobre a reação das pessoas ao episódio. Eu havia esquecido que o episódio saía no domingo (raro isso), então só fui vê-lo na segunda graças a comentários no facebook sobre ele. Os comentários eram muito instigantes, dizendo que o episódio era foda e que tinha uma reviravolta chocante. Cada episódio tem uns 52 minutos. Eu estava nos 40 minutos e nada. Então comentei no face com uns colegas: "Gente, é esse o episódio mesmo? Porque até agora não vi nada". E recebi a resposta: "Ana, veja até o ÚLTIMO SEGUNDO". Caracaaaaa, não acreditei. Foi sensacional!!!! Pra mim, seriado bom é assim mesmo: realista (no sentido de que não é previsível, qualquer um pode morrer, mesmo que seu personagem seja símbolo de integridade e nobreza, afinal, na vida real, bonzinho se fode do mesmo jeito). Amei, fantástico. Se você ainda não vê o seriado, amigo, está perdendo...

The Jane Austen Book Club

Esse filme eu já havia visto há um tempo, mas depois de tanto sangue e violência (vide os três filmes acima), precisava de algo light. Então, resolvi ver esse: fofíssimo! Pra aqueles que são fãs de Jane Austen, doce e lindo. Não é nada clássico ou inesquecível, mas uma ótima pedida pra uma tardezinha gostosa e leve. É a história de algumas mulheres e um cara que se reúnem para discutir os livros, e ao mesmo tempo, têm que lidar com suas próprias histórias, e todas elas, de alguma forma, se relacionam com os livros, muito bom. Bem água com açúcar.


Mama

Num daqueles dias Quero Ver Terror de Fantasma, peguei Mama. Gente, não sei o que aconteceram com aqueles filmes que deixavam a gente com o c¨*% na mão. Eles tentam colocar histórias profundas junto e fica uma merda. Lembro-me bem da época do Pânico, Jason, Freddie. Eram toscos sim, mas não chegavam a ser trashs e cumpriam o objetivo: deixar a gente morrendo de medo! Hoje, ou é realista demais (vide Zodiac, nunca me esqueço de certa cena), o que não é ruim, mas muito denso, ou é tosco demais. Mama fica no segundo caso. Chato, minha gente, muito chato. O fim é uma merda, tentaram humanizar a coisa e ficou pior. Continuei indo pro meu quarto sozinha a noite. Se alguém tiver uma dica boa, por favor, adoraria saber!! Ah, esse filme é sobre um cara que, não sei por quê, mata a esposa e foge com a duas filhas pro meio de uma floresta e encontra uma cabana. Ele morre e as filhas ficam sendo criadas por um ser que chamam de Mama. O cara tem um irmão gêmeo que encontra as meninas depois de 5 anos e passa a cuidar delas, junto com sua namorada. Ela começa a perceber coisas estranhas e tenta saber quem é Mama. E assim vai. As menininhas interpretam muito, isso é fato. E última coisa: você vai ficar umas horas dizendo: "Mama!". Meu, isso é que nem chiclete!

Drive

Não é Taxi Driver com o DeNiro. É um novo com o Ryan Gosling. O cara é muito hot, mas tenho que dizer: não curto ele atuando, é meio introspectivo demais. Se tem uma coisa que eu não curto muito em filme, é essa mania do diretor de criar um momento com a câmera em que o ator fica em silêncio, focalizado, numa tentativa de envolver o espectador com o momento. Tudo o que eu penso é: "quando é que vai acabar essa cena e alguém vai falar alguma coisa?". Muito parado, as cenas legais são poucas, não curti. Sem contar que eu nem lembro de cena dele sem camiseta, triste. A história é de um cara que é motorista pra bandidos de bancos, ele é bem metódico. Acaba conhecendo uma moça que tem um filho e um marido na prisão. Quando ele é libertado, o motorista resolve ajudá-lo num trabalho que deve fazer, para poder salvar a família. Sai tudo errado e o personagem de Ryan vai se vingar.

O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond The Pines)

Outro filme com Ryan Gosling (não, não sou fã do cara, pura coincidência). Esse filme é melhorzinho, mas se tem uma coisa que eu estou me cansando é esse bando de adolescente emo que fica se drogando e adora criar problema e achar que a vida é uma bosta, e ficam nessa berlinda entre a morte e a vida zumbi. O que anda acontecendo com os jovens? Por favor, quem quer começar a discussão? rs. O filme é legal por um lado, porque o conflito principal muda inesperadamente. É uma história bem contada. Pra não dar spoiler, vou dizer que começa com um cara que descobre que tem um filho e passa a roubar bancos para poder sustentá-lo. O filho mora com a ex-namorada e o namorado dela. O cara se encrenca em um dos roubos e um policial o encontra. O filme agora se concentra na história do policial interpretado por Brian Coopler, bem em alta depois da indicação ao Oscar. Se eu disser mais, terei que dar spoiler, então ficamos por aqui. Tem que gostar do estilo pra ver, não é filme de sessão de tarde.

Valente (Brave)

Sabe aqueles desenhos da Pixar que você se encanta? Pois é, esse NÃO é um deles. O filme é pra lá de chato, nada tocante. Depois que fizeram Up, vai ser muito difícil superar. Não entendi o que aconteceu com o enredo. Não tem nada de encantador, o pai é um idiota que chega a dar raiva, a relação da mãe e da menina em nada encanta. Faltou história, faltou coração. Não vale a pena ver, nem pra passar o tempo.




End of Watch (Marcados Para Morrer)

Esse filme é bom. Começou uma onda de filmarem com câmera comum, como se fosse gravação, vide Atividade Paranormal. Mas o filme não deixa de ser criativo por isso. Ele parece muito verídico, as atuações são excelentes. São dois policiais muito brothers que mostram o dia-a-dia deles como policiais. Eles acabam prendendo uns criminosos e descobrindo uns casos muito horríveis. Isso rende a eles medalhas e fama nas ruas, sendo esse último algo muito ruim. Tudo culmina para uma emboscada. Muito bem feito, também não é filme de sessão de tarde, e tem que ter coração pra ver, porque é muito tenso. Só um coisa que eu tenho que criticar: por que eles criam esses personagens de gangues de rua falando mais "Fuck" do que qualquer outra coisa? Funciona assim: "I wanna a glass of milk" vira "I fuck wanna a fucking glass of fucking milk." WTF?! A Síndrome do Fuck. Será que tem cura? Porque chega a ser enjoativa, e até meio forçado. Não é possível que existam pessoas que falem assim mesmo.

O Hobbit

Encantador, se não viu, vá ver. Mas tenho que confessar que o filme é pra quem curte Senhor dos Anéis, não acho que agrade a todos, mas eu acho fantástico. Não chega aos pés de Senhor dos Anéis, mas é bom mesmo assim. Eu já tinha visto no cinema, mas resolvi ver de novo, dessa vez com meu velho (papis!).






Parker

Amo filme de ação, e num daqueles dias "Quero ver filmes de ação" resolvi arriscar com Parker, afinal, é com nada mais nada menos que Jason Staham. Devia ter suspeitado que o filme seria uma merda quando vi Jennifer Lopez no elenco. Ela está tão ruim no filme que dá até pena. A personagem dela é um chata carente e besta. Não perca seu tempo, nem pra diversão serviu, muuuuuuito ruim, o pior que ele já fez (se alguém conhecer um pior, me avise). Só vale quando ele tira a camisa. Ele é muito hot, meu deus... 




O Mágico de Oz

Amo Rachel Weisz, acho ela a atriz mais linda de Hollywood. Ela está fantástica no filme Agora, quem sabe eu até fale dele. Mas sinto muito por ela por ter feito esse filme. Ok, é um filme infantil, mas Oz, que imagino que em algum momento deveria nos cativar, é muito chato, não cativa, a Mila Kunis com aquela voz rouca de bruxa má não convence, ela é muito ruinzinha, coitada, e só a Rachel salva. Ela interpreta muito. O resto, porcaria, efeitos ruins, não curti. Não vou dizer que é "inassistível", mas vale para um daqueles dias que você, que não faz matemática, não tem nada pra fazer e só quer passar o tempo. O trailer é tão bom! Pura enganação. 






Battleship (aquele com a cantora Rihanna)


Ruim. Ruim. Ruim. Ponto. Clichê do começo ao fim. Ponto. Nem os efeitos superam o fato de que é muito ruim. Ponto.









Life of Pi

Existe sim relação com o número pi da matemática! Mas não influencia em nada no filme, rs. Cativante, imagens lindas. Demorei pra ver porque sempre acho que filme que concorre a Oscar tem que ser visto no momento certo, pois deve ser saboreado. Ainda estou para ver Amor. É a história de um menino que viaja com os pais num navio de mudança junto com os animais do zoológico onde costumava trabalhar. Ocorre um acidente no mar e todos morrem, salvando-se apenas o menino e um tigre. Durante o período no mar, mostra o garoto tendo de lidar com o tigre dentro do barco, chega a ser engraçado. Vibrante, tocante, lindo. Só me frustrei com uma coisa no final, mas não vou dar spoiler. Vale a pena ver sim, mas com imagem boa e em tela grande! E num momento especial. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O Filme Mais Louco do Feriado!

Assisti a vários filmes esse feriado. Dramas, romances, e aí cansei. Queria terror. Fui ver The House of The End of the Street. Ah, muito mais ou menos. Então, fui à procura de outros filmes no estilo e achei um site com os 50 melhores filmes de 2012. Em terceiro lugar estava esse: Cabin in the Woods, em português, Segredo da Cabana. Cinco amigos: a santinha, a soltinha loira, o atlético gostoso bobão, o viciado em drogas, também bobão, mas que, aparentemente, tem um senso melhor das coisas, e o corajoso que fará par com a santinha. Típico, certo? História: os 5 vão passar um fim de semana numa cabana no meio de uma floresta. O lugar é esquisito, a cabana dá arrepios. Começa a bebedeira, o sexo, as brincadeiras... bom, parece um filme manjadíssimo, certo? Eu também achei. Mas fui até o final por causa de uma crítica que eu li do cara que disse que era o terceiro melhor filme de 2012: você é surpreendido. E eu fui mesmooo!!! O filme acabou e eu rindo, porque eu não estava acreditando no que havia acontecido! Filme mais louco que eu vi nesse feriado! Não sei porque, mas me lembrou tanto zumbilândia... não na história, longe disso (quase), mas na essência. Beirando meu TOP 5 de melhores filmes que eu já vi! Quero ver de novo, com certeza! Amo o estilo! Aproveitem! E o trailer não tem tanto spoiler, rs.


domingo, 17 de março de 2013

Moonrise Kingdom





















Sempre tive curiosidade de ver o filme, desde que saiu, por causa do nome. Ele causa a sensação de que algo muito maravilhoso está para ser descoberto. Hoje resolvi, finalmente, vê-lo. A história é ao mesmo tempo conhecida mas contada de um jeito muito diferente. Menino e menina fogem juntos por causa dos problemas com família e da vida, se apaixonam e decidem ficar juntos. É uma história vivida por crianças, muito inocente e ao mesmo tempo madura, com alguns atores adultos muito conhecidos como Bruce Willis, Edward Norton e Bill Murray. Crítica: não achei as crianças brilhantes, acho que poderiam ter escolhido melhor nos atores, mas não desmerece o filme; a atmosfera da história é meio depressiva, o casal de jovens que foge é um tanto quanto problemático: o garoto é órfão e a garota tem problemas familiares. É diferente das histórias infantis que estamos acostumados a ver, mas eu não desprendi um minuto do filme. Pra quem não sabe, concorreu ao Oscar de melhor roteiro original, escrito por Wes Anderson, também diretor, e Roman Coppola, quem todo mundo conhece. Perdeu para Quentin Tarantino com Django, mas afinal, pra quem não viu Django, é muito bom mesmo, nem dá pra comparar. Moonrise Kingdom é boa opção pra quem quer sair da rotina dos filmes parecidos, rs, e ver algo novo. Pretendo conhecer mais coisa do Wes Anderson depois deste. Não sei se vou me tornar fã. Ele realmente tem um estilo diferente. É dele o filme Viagem a Darjeeling, aquela história louca da viagem de três irmãos (acho que é isso, faz muito tempo que eu vi). Moonrise Kingdom tem um título encantador, e é um lugar encantador. A trilha sonora é fanstástica. Algumas cenas me lembram algo do filme francês, e outras são engraçadas, principalmente quando são contracenadas pelos veteranos. Alguns diálogos são muito bons. Vale a pena ver, só o trailer já um grande atrativo!


domingo, 27 de janeiro de 2013

Django Livre

Se você já viu Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Kill Bill, Bastardos Inglórios, sabe que Quentin Tarantino é expert em diálogos muito bem elaborados e em muito sangue, muito sangue MESMO. E essas são as marcas de seus filmes. Adoro Tarantino por isso. Nem sempre existe um por quê de certas conversas ou cenas, mas são tão boas, tão boas, que são necessárias. Django Livre é um dos mais novos filmes de Tarantino, e, como era de se esperar, sangue. Porém, não muito sangue (você até pode discordar, mas depois de ter visto Kill Bill, achei pouco). Sobre os diálogos, havia lido uma crítica dizendo que não eram tão bons quanto Quentin é capaz de fazer. Detesto ler críticas antes, porque eu vejo o filme pensando nelas. Detesto mais ainda ter que concordar com elas. Os diálogos quase beiram o comum, salvo algumas pitadas Tarantino, mas apenas pitadas. O sotaque mantém. O filme se torna menor por isso? Não sei dizer. Eu gostei e não consegui parar de ver. O engraçado for assistir e pensar: "Esse filme não pode ser do Tarantino." Aí vem outra cena e eu penso: "Sim, esse filme definitivamente é do Tarantino." E outra cena e acho que não é. Depois, você ouve a trilha sonora e pensa que é. Quando termina, você conclui que é indubitavelmente dele, mas tenho que dizer: Quentin parece ter amolecido um pouco, e se entregado a alguns clichês. Não sou expert, mas foi a sensação que tive. De qualquer forma, nenhum arrependimento de ter visto o filme. Ele prendeu minha atenção, a história é boa, e, apesar das críticas que escrevi, é Tarantino, portanto é diferente do que costumamos ver. Se merece estar concorrendo ao Oscar, difícil dizer. Até agora só vi Argo, e, é impossível comparar estilos tão diferentes. Django Livre é a história de Django, um escravo comprado por um caçador de recompensas, que acaba ajudando-o em seu trabalho. Django torna-se único, pois ele é um negro que monta cavalo, em 1858, quando os negros eram escravos no Texas, antes da Guerra Civil. Juntos, tentam encontrar a esposa de Django, Broomhilda, uma escrava criada por alemães. Pra quem é amante de Quentin Tarantino, como eu, esse é um filme pra lista. Pra quem viu Christopher Waltz em Bastardos Inglórios, talvez estranhe muito o ator nesse filme, pois vê-lo "bonzinho" quase não combina, rs.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ARGO

Desde quando surgiu o trailer, fiquei com muita vontade de ver o filme, porque adoro histórias baseadas em fatos reais. Quando vi que Argo ganhou na categoria do Globo de Ouro como Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor, aí sim eu precisei ver. Aliás, todos do Globo de Ouro já estão da minha lista. Pra quem não entende muito filmes com questões políticas, o que acontece é o seguinte: no fim de 1979 ao começo de 1981, 52 americanos ficaram reféns no Irã por conta de uma crise diplomática entre o país e os Estados Unidos. Pois é, EUA sempre se dando bem como todo mundo. No começo de filme, há uma explicação muito clara de tudo o que acontece. O filme narra a invasão de militantes iranianos na Embaixada Americana do Irã e a tentativa de resgate de 6 americanos que haviam escapado, mas estavam presos no país. O perigo é que esse militantes iranianos estavam matando e tornando reféns qualquer americano que encontravam, por isso os 6 precisavam sair de lá, ou iriam, muito provavelmente morrer. Parece filme, né... rs. E o genial é a solução que um agente da CIA encontrou para salvá-los. Nem parece real. Confesso que o começo é meio parado, mas quando o filme terminou, tive a sensação de que valeu a pena cada segundo. Realmente é bom. Agora, se é bom o suficiente pra ter ganhado o Globo de Ouro, aí não sei dizer. Tem Django Livre, e eu adoro Tarantino, rs. E A Hora Mais Escura tem um roteiro bem interessante também. Lincoln ainda não vi, mas por mais que eu ame o Spielberg, ele tem sempre uma fórmula muita pronta: você vê um filme dele e diz: "É do Spielberg." Porém, está entre os mais cotados do Oscar, então vamos ver no que dá. Quanto a Argo, tenho que dizer, Bem Affleck está me surpreendendo... como diretor apenas, porque como ator é complicado avaliar... rs.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Happythankyoumoreplease

Esse é o nome do filme mesmo. Adoro quando a história contada não tem uma temática específica, é apenas uma simples história sobre a vida de pessoas. Então não comece a assistir achando que se trata de algo particular, porque não é nada disso. Diria que o filme fala de relacionamentos, mas é mais do que isso, é meio que buscar ser feliz ao se deixar ser amado. Não digo que marcou minha vida, foi somente outro filme, mas vale a dica, porque é tocante sem ser dramático e exagerado, belo sem ser digno de um Oscar, simples sem ser desinteressante. Sam passa a cuidar de um garoto que se perdeu no trem, enquanto sua melhor amiga, Annie, está em busca de alguém especial, mas se prende ao passado; porém, encontra Sam #2, um colega de trabalho que a admira. Sam conhece Mississipi, uma garçonete também cantora com quem se envolve, a princípio, em uma relação que deve durar por três dias. Não, não é uma comédia romântica. Talvez previsível, mas e daí? Vale a pena assistir quando você estiver livre. Ah, só pra constar, o filme foi vencedor no Festival de Sundance como escolha do público. Aliás, ultimamente só tenho visto filmes desse Festival, porque costumam agradar perfeitamente o meu estilo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

I feel infinite!

Fazia tempo que não escrevia, fim de ano, e estava difícil achar bons filmes. Já havia visto o trailer deste há um tempinho e estava doida para baixar, e hoje eu finalmente consegui!!! Acabei de assistir The Perks of Being a Wallflower (em português, As Vantagens de Ser Invisível), e eu simplesmente ameeeei! Sabe a única coisa que eu detesto nesses filmes? A sensação de ser infinito só dura enquanto dura o filme, depois volta a realidade e ela termina. Não seria legal se pudéssemos viver como nos filmes? Se a nossa história fosse digna de cinema? A realidade às vezes é tão morta... Voltando ao filme, é um drama feliz (inventei esse adjetivo), porque é uma história um pouco dramática de um garoto que perdeu sua tia, que ele considerava sua melhor amiga, passou por momentos difíceis com a perda, e tem dificuldade em fazer novos amigos no colegial. Porém, ele acaba encontrando pessoas incríveis com quem aprende a viver pra valer. Amigos são tudo na vida, e sem eles nos sentimos desamparados. Pra mim, é um filme que vale a pena cada segundo. Fiquei impressionada como são os adolescentes nos EUA. Gente, aquilo é um martírio, quanta gente estúpida! Quanto bullying! Por isso vivem vidas tão dramáticas durante a vida escolar. Conheça Charlie, Patrick e Sam, e veja se você também não queria ser amigo deles, rs. Um filme puro e doce, do jeito que eu gosto.

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

I Hope...

Os prisioneiros que andavam no pátio, acostumados ao único som emitido do alto falante - para avisar a chegada de novos cativos - pararam surpresamente admirados com aquele som diferente, que não anunciava nada que os lembrassem estar presos. Não. A sensação era completamente contrária. 
"_ That's the beauty of music, they can't get that from you. Have you never felt that way about music? (...)  You need it so you don't forget.
_ Forget?
_ Forget that there are places in the world that are not made out of stones, that there's something inside they can't get into, they can't touch. It's yours.
_ What are you talking about? 
_ Hope." - diálogo do filme.

Um Sonho de Liberdade (1994)

Sabe aqueles filmes tocantes que nos fazem chorar e sentir ao mesmo tempo triste e feliz? Pois é, este é um dos clássicos no estilo. Andy Dufresne (Tim Robbins) é condenado à prisão perpétua ao ser acusado de matar sua esposa e seu amante, apesar de se declarar inocente. Na prisão, conhece a dura realidade do lugar, mas acaba se tornando amigo de Red (Morgan Freeman). Andy é um rapaz muito culto e inteligente e acaba transformando a prisão, além de conseguir benefícios para si e seus amigos. Mas as coisas começam a complicar, e Andy percebe que seus esforços podem não ser recompensados. Desde o início, o filme o embala em sua doçura e rudeza, e o conduz fascinantemente à história da amizade entre Red e Andy. Amizade é um tópico que sempre me atrai, porque, pra mim, não existe relacionamento de mais valor do que esse. E eu acho que é graças a ela que Andy mantém consigo esse algo dentro de si que ninguém pode tocar: esperança. Eu penso que, mais do isso, ninguém tira nossa vontade de ser livre. Falar de liberdade é tratar de um conceito muito difícil de definir. Pra mim, é a sensação de saber e de sonhar o quão longe se quer chegar. O pensamento ninguém invade, por isso é livre e único. É dessa forma que surge o indivíduo, diferente de qualquer outro pelo fato de ser um livre pensador. Penso, logo existo. Ok, divaguei demais. O motivo é que, filmes como Um Sonho de Liberdade me fazem refletir sobre muitas coisas, e criam em mim essa sensação de grandeza interior, de inspiração momentânea, como se eu tivesse uma epifania reveladora da vida. Mas é isso, não passa de um momento, cuja descrição é difícil fazer, e se torna esse texto mal exposto. Enfim, um filme que vale MUUUUUUITO a pena assistir, muito mesmo!!!


sábado, 20 de outubro de 2012

Você viveu inesquecíveis histórias quando criança?

Coincidentemente, acabamos de passar a semana do dia das crianças e venho eu comentar sobre esse filme delicioso que acabei de ver.

That's What I Am

Dignidade Humana + Compaixão = Paz. Descobri o filme assistindo a trailers no Youtube, e este me pareceu muito bom. Adoro filmes que tratam das histórias e dos dilemas da infância, porque é tudo tão puro! E eu nunca vivi nenhuma dessas histórias. Se você quiser saber sobre minha infância, não tenho nada a contar, e acho isso muito triste. Então, assistir a esses filmes me faz sentir nostalgia por uma época que não vivi... Ok, depressivo demais o papo. Voltando ao filme, ele conta sobre a infância de um garoto que aprende o que é ser tolerante, num ambiente cheio dos preconceitos não tão inocentes que, no futuro, tornam-se em grandes problemas da sociedade. Exemplo, um dos garotos da escola entra em pâncio ao esbarrar numa garota considerada muito feia, pois fica com medo de "pegar" sua feiura, como se fosse algo contagioso. Sr. Simon é o professor que, através de sua postura, tenta ensinar aos alunos sobre o respeito e a dignidade. Para aqueles que viveram histórias parecidas, o filme é mágico: traz à memória muitas lembranças dessa época. Pois foi exatamente o que aconteceu com meu pai. Assistimos juntos, e assim que terminou, ele começou a me contar várias histórias, e era incrível como ele se lembrava dos fatos, porque, pra quem conhece meu pai, sabe que ele não é muito bom para recordar as coisas, muito menos com nomes. Ele se lembrou dos primeiros beijos, das brigas, dos garotos que apanhavam, daqueles que batiam, das garotas que o beijavam, do futebol na rua e das pipas empinadas. Foi tão rico ouvir tudo isso, foi como se eu tivesse "vendo" aquelas memórias. Pode ser impressão minha, mas a infância não parece ser mais a mesma hoje; parece ter sido corrompida por essa sexualidade precoce que extinguiu a pureza dos beijos e dos sonhos. Fico pensando na geração que está por vir... Estúpida e frustrada ao perceber tão tarde os valores que ficaram pra trás...
Bom, se você tem histórias interessantes da sua infância que se lembre, conte aí! Vou adorar lê-las!



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Maravilhoso Mundo de Austen

Estou numa fase Jane Austen da minha vida, já li quatro livros dela: Emma, Pride and Prejudice, e aí tive que conhecer como era ler Orgulho e Preconceito em português; apaixonei-me. E li também outros dois em português, Persuasão e Razão e Sensibilidade. Mas ainda quero ler Mansfield Park e a Abadia de Northanger, ambos em português e inglês. Bom, deu pra entender um pouco do vício? Tem uma coleção bilíngue que saiu com todos os livros dela. Quero comprar! Pois é, Jane está na minha vida desde que assisti Orgulho e Preconceito, dirigido por Joe Wright. Umas das histórias mais apaixonantes que conheci, está até no meu TOP 5 de filmes. Ontem, eu terminei Razão e Sensibilidade, não conseguia mais parar de ler! Enquanto não terminei, não dormi! E comecei a procurar uns filmes sobre o livro e me deparei com uma minissérie de quatro capítulos da BBC...

Lost in Austen

Como estava em clima Jane Austen, resolvi assitir, afinal sempre vi com bons olhos todas as produções da BBC, então imaginei que não pudesse me decepcionar. No entanto, deparei-me com uma suuuuuper surpresa: a minissérie é FAN-TÁS-TI-CA!!! Claro, se você viu Orgulho e Preconceito e gostou, vai gostar de Lost in Austen. Mas se você, como eu, viu e AMOU, então vai se derreter com esse filme. Minha amiga que estava do meu lado enquanto eu via o filme é testemunha das minhas manifestações: eu gritava, quase chorava, parava o filme, olhava loucamente afetada para ela e dizia: Ci!!!! Você tem que ver o filme! E isso foi durante dois episódios de 50 minutos cada, porque durante os outros dois ela estava dormindo. Vi assim, "numa sentada"! Quando eu li o livro, terminei e queria tanto ser Elizabeth Bennet! E em Lost in Austen, a personagem principal, Amanda Price, tem essa chance! E ela é muito engraçada. Dei risada em várias cenas. Fiquei com medo que o roteiro modernizasse demais a comédia e a história, mas a BBC sempre me deixa feliz, pois foi tudo na medida certa. O mais divertido são os personagens que têm histórias por trás daquelas contadas no livro, e você passa a ter outra imagem deles. Quanto a Darcy, não pense que Amanda se apaixonou por ele logo de cara. Ao conhecê-lo pessoalmente, achou-o grosseiro e teve as mesmas primeiras impressões de Lizzy no livro. Portanto, ela passa a viver a história de Elizabeth, mas não da mesma maneira. E não tem como você não se sentir fascinada e, confesso, com uma boa pitada de inveja, desejando imensamente que houvesse uma porta na sua casa que, assim como no filme, levasse-a para a casa da família Bennet. Enfim, imperdível. Pra todos os corações apaixonados ou que um dia querem se apaixonar.







sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Uma Boa Surpresa

Crazy, Stupid, Love (2012)
















Quem diria que um filme cujos pares românticos são Julianne Moore e Steve Carrel, Ryan Gosling e Emma Stone, poderia dar certo? Nunca fui fã das comédias de Steve Carrel, mas ele me supreendeu nesse filme. Com um mix de drama, Crazy, Stupid, Love conta a história de um casal em crise: a esposa traiu o marido, que já não é mais o homem que a conquistou um dia. Então, ele vai a um bar numa noite e conhece Jacob, um cara que sabe levar uma bela garota no papo, e toda noite sai com uma delas. Jacob ensina Mr. Weaver como a ser esse "galã". E nesse meio tempo, o jovem conhece Hannah e se apaixona. Embora não seja A novidade, o filme tem seus créditos. O drama do casal é bem contado. Além disso, nas cenas em que ri, eu REALMENTE ri, foi hilário. Se o seu humor é igual ao meu, você também vai gostar muito delas. Só me decepcionei um pouco com o Ryan Gosling, o ator que interpreta Jacob. Em algumas cenas ele é fantástico (as garotas que o digam), mas em outras fica muuuito a desejar, esperava muito mais dele. É um filme gostoso pra se ver comendo pipoca numa noite gostosa como essa (se você, como eu, não fez nenhum plano de sair :( ).

domingo, 26 de agosto de 2012

Salmon Fishing In The Yemen

Quando eu li o nome do filme pela primeira vez, fiquei: "WTF"?! E já imaginei um filme lixo, mas fiquei curiosa pra ver o trailer. Elenco: Kristin Scott Thomas, Emily Blunt e Ewan McGregor. Bom, pensei: se eles estão no elenco, então talvez eu esteja enganada quanto ao filme ser um lixo. Terminei de ver o trailer e eis que o amei!! Acabei de assisti-lo e percebi que têm surgido boas e diferentes comédias romântica fora do universo hollywoodiano. Antes, comédia romântica era aquela coisa Sessão da Tarde, algo estilo A Proposta, todos os filmes com a Drew Barrymore ou Katherine Heighl (quem não amou Nunca Fui Beijada ou A Verdade Nua e Crua?). E hoje, com esses novos diretores e roteiros e filmes surgindo, você percebe esse novo estilo chegando, com produções como Like Crazy, Friends With Kids (vai ter um post deste logo), Missão Madrinha de Casamento (também farei um post desse, porque eu nunca ri tanto num filme!) e este, Salmon Fishing In The Yemen (Pesca de Salmão no Yemen). Esses novos filmes têm um quê de mais seriedade; sim, alguns clichês ainda continuam, mas em algum momneto deles você realmente se pergunta se o fim será como você espera. Ou seja, são romances com um tom mais realista (ok, pesca no Yemen pode não ser tanto, mas eu falo da relação do casal), o que o faz perceber melhor o drama do amor, e não aquele produto pronto estilo Para Sempre Cinderela (que aliás, eu adoro mesmo assim, rs). 
O filme traz justamente essa idéia, e, ao mesmo tempo, o prende com a idéia da pesca de salmão no Yemen. O sheik que fornece todo o dinheiro e a proposta inicial pra esse empreendimento é um tanto quanto doce demais, bom demais, e você se pergunta se um cara desses relamente existe na realidade. Talvez exista, e o que nós temos é apenas um preconceito criado pela forma como a idéia de um sheik nos é passada. No entanto, existindo ou não, uma boa comédia romântica precisa de uma boa pitada de improbabilidades, senão, algo realista demais torna o filme sério demais, e não arranca suspiros de ninguém.
Salmon Fishing In The Yemen conta a história de um sheik que resolve levar essa prática para seu país, menos com todas as adversidades contra o projeto, e conta com a ajuda de sua assistente Harriet e do cético Dr. Jones especialista em peixes. Harriet tem um namorado a serviço no Afeganistão enquanto Fred Jones vive um casamento apático de anos. Para estimular o projeto, a assessora de imprensa do Primeiro Ministro da Inglaterra divulga-o, com o objetivo de melhorar a visão inglesa do Oriente Médio em meio a tantas guerras. 
Idéia do filme surpreendente, história cativante. Tem lá seus clichês, mas um pouco deles é sempre bom de se ver. Do mesmo roteirista de Quem Quer Ser Um Milionário e do diretor de Chocolate, duas produções de muita qualidade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Setembro/2012: o mês traiçoeiro

Ok, o título foi exagerado, eu sei, rs, mas achei engraçado causar essa sensação, porque, pra mim, será realmente um mês complicado... Que a Força do Mestrado esteja comigo...

Se você, como eu, é um viciado em séries, sente só o que Setembro, começo da Fall Season dos EUA, nos aguarda... (os vídeos contêm spoilers)

25/09 - New Girl
É uma série de comédia, gostosinha (apesar que eu esperava mais dela) e divertidinha que pretendo acompanhar durante sua segunda temporada. Se você não conhece, conta a história de Jess, uma professora doidinha, nerd e doce que vai morar com três caras engraçados, após um feio rompimento de namoro. Pra quem acompanha, assista a promo da segunda temporada (sem legendas, sorry)


26/09 - Modern Family
Se você ainda não assiste a série, está perdendo uma das séries mais criativas (que eu já vi, pelo menos) de comédia. Ela é feita como um pseudocumentário de uma família muito doida. Estréia nesse dia sua quarta temporada. Confira! (E assista, vale a pena pra você se divertir)


28/09 - Fringe
Em sua última temporada, a série, umas das melhores que eu já vi, realmente precisa terminar enquanto há tempo para um gran finale, antes que vire Lost (afinal, é criada por JJ Abrams, então você pode esperar de tudo). Ela está totalmente instigante! Se você acompanha uma das melhores séries científicas de todos os tempos, sinta o que vem por aí na quinta temporada...


30/09 - O Dia Traiçoeiro
Não, este não é o nome de uma série... Se você curte essas séries, ou algumas delas, sente só como você terá que fazer muito esforço para se manter disciplinado em sua rotina de estudos e trabalhos. Só estréia coisa boa demaaaais!!!

Dexter
Eu vi essa promo da 7ª temporada e não acreditei: vai ser demaaaais!!!! Se bem que eu esperava uma relação um pouco diferente entre Debra e Dexter, algo mais cúmplice. Mesmo assim, espero grandes cosias...


Homeland
Uma das melhores estréias do ano passado, o canal Showtime vem arrasando em suas séries. A primeira temporada prende sua total atenção e, por essa promo, imagino que a segunda temporada não vá ser nenhum pouco diferente... (oh God, why?!) Expectativas a mil!



Revenge
A série meio que acabou se tornando mais um novela, teve alguns episódios meio chatos no final da primeira temporada, mas ainda continua instigante, e eu aguardo a segunda temporada cheia de expectativas também! Espero que a série continue me surpreendendo!! E não se perca em suas tramas, como eu acho que quase correu o risco de acontecer...


The Mentalist
Série deliciosa de se ver, graças ao ex-vidente Patrick Jane, que sempre resolve os crimes de forma não convencional. Porém, apesar do seu humor irônico, persegue obsessivamente o assassino de sua família, Red John, que, por sua vez, adora provocar Patrick. Não é série grande, mas faz sucesso por sua simplicidade. Se você acompanha, veja então um pouco mais de Patrick.


The Good Wife
Quem já acompanhou meu post sobre séries, sabe que essa está no meu Top 5, ou seja, é óbvio que estou louca pra ver a próxima temporada. Pena que não encontrei nenhuma promo boa pra essa quarta temporada, a não ser esse videozinho super rápido!



Mas não fica por aqui... aguarde o próximo post...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pitanga em Pé de Amora

Não me lembro bem como entrei em contato com a banda... Talvez alguém deva ter postado no facebook... Só sei que é uma obra-prima da música brasileira! Se você gosta daquele sambinha bom mesmo (nada de pagode, pelo amor...), com ótimas letras e arranjos simplesmente lindos e criativos, essa é a banda certa para você. Laura, por exemplo, me lembra um pouco de jazz (desculpem a ignorância musical, mas como está no meu perfil, faço matemática, e gosto de dar meu parecer leigo das coisas, rs), mas esta é a música de que menos gosto do CD (se bem que, depois de ouvi-la algumas vezes, criei um gosto especial por ela, mas ainda não é a predileta). A música de sucesso, que tem sido usada como a principal para alavancar a banda, imagino ser Choro (que segue logo abaixo). E essa música realmente é riquíssima, pois tem o toque do samba e até das marchinhas! A letra é engraçadinha, conta a história de um cara que é desprezado e maltratado pela mulher que gosta mas no fim sempre fica com ela. O clipe é verdadeiramente artístico, muito bem feito. 



Já para aqueles que preferem algo parecido com um forró, vale a pena ouvir Shot (no final da música, ela ganha velocidade e eu fico me imaginando dançando, e girando, e girando, bom demais!). Mas quem disse que os estilos param por aqui? Tem uma música do CD chamada Andina. Não sei por quê, mas ela me lembra um pouco de algo oriental! É fantástica a diversidade dessa banda! E a voz do Diego Casas então que mais parece Chico Buarque cantando? Não acredita? Ouça Ninguém Viu ou Quem Ouvirá... O Diego compõe a maioria das músicas, pelo que entendi quando conversei com o Daniel Altman, que, por sua vez, faz alguns arranjos junto com o resto do grupo. Inclusive, é do Daniel o arranjo e a letra de Meu Caminho, sobre o estudante que sai de casa e tem que se desapegar da família e a família dele (sério, ouçam, quero chorar só de lembrar, linda...). Se não me engane (porque não contei), a maioria das músicas é interpretada pela voz belíssima de Flora Poppovic. Ouça Quando Eu Te Encontrar (abaixo) e Chegou (puro samba) e confira.



Os caras cantam bem, arranjam bem, compõem bem e conseguem ainda fazer aquele som perfeito NUMA COZINHA! Pois é, é isso mesmo, numa cozinha. Basta ver o clipe (também abaixo) da música Melhor Assim.



Bom, se você acha que acabou, ainda tem mais!! Gosta de frevo? Que tal ouvir então Frevo a Tempo? Eu viciei nessa música a primeira vez que ouvi... Aliás, viciei na banda: ouço indo pra faculdade, voltando, caminhando, nem sei mais contar quantas vezes já ouvi o CD inteiro; já sei as músicas de cor!!
Pra finalizar, sabe aquele som maravilhoso que você ouve de olhos fechados e se sente flutuando? Maré Baixa... Belíssima... (Abaixo, postei essa música na voz de Mônica Salmaso).



Bom, deu pra ter uma idéia do quanto é boa, certo? E acredita que essa obra de arte um dia quase desistiu? Nós temos que aprender a valorizar coisa boa assim...
Dentre os integrantes da banda, existe amizade que vem da escola!!! E outros se conheceram em rodas de choro e samba!! Eles têm até algumas histórias legais deles, mas não sei se pode contar, rs.
Pra saber mais sobre essa banda genial composta por Flora Poppovic, Diego Casas, Daniel Altman, Angelo Ursini e Gabriel Setubal, é só entrar no site www.pitangaempedeamora.com.br. Lá tem o CD disponibilizado para download!!! Têm mais dois novos trabalhos deles, Sonhos Lúcidos e Levantar, Respirar. Se você curtiu a banda, YouTube tem tudo deles! Eles também tem um canal chamado TV Pitanga em Pé de Amora que tem todos os vídeos do grupo.
Sucesso pra vocês!

domingo, 12 de agosto de 2012

Uma História de Criança

Finalmente, depois de muito tempo, de muita labuta com os estudos de matemática, consegui tirar um tempo para escrever de novo no blog. Dessa vez, resolvi fazer uma postagem bem diferente. Antes de mais nada, preciso dizer que, infelizmente, devido às fortes pressões e correrias do curso, postarei com menos frequência que antes (que era quase todos os dias), mas não abandonarei o blog. Portanto, aceito sugestões sobre coisas a se postar, que acharem interessantes, se quiserem que eu comente algum filme específico ou trate de qualquer assunto, ou caso queiram participar do blog de outra forma, fiquem a vontade. É um blog pequeno, claro, sem grandes objetivos a não ser postar coisas que eu acho interessantes para compartilhar com vocês. Mas fiquem a vontade para fazerem parte dele (se quiserem, hehe). Bom, continuando, (eu divago demais) tinha escrito, há uns meses atrás, uma história infantil, porque eu aaaamooo histórias infantis, puras, inocentes, e amo crianças também. A princípio não iria compartilhar, mas pensei: "qual o problema, certo?" Também tinha a intenção de fazer uns desenhos pra ilustrá-la, mas percebi que perdi esse dom há algum tempo (muito triste). Se alguém quiser fazer e me mandar, hehehehe, mas é só uma sugestão, rs. Chega de papo, aí vai (é meio grandinho, hehe):

Quando Amélia resolveu ser Rainha

Amélia tinha oito anos quando fez sua primeira rebelião. Seus pais queriam que ela dividisse seus brinquedos com sua irmã mais nova de três anos, mas Amélia não queria, porque os brinquedos eram dela e pronto! Então, foi correndo para o seu quarto, juntou todos os livros que tinha e foi empilhando-os de tal forma a construir uma barricada na porta do quarto. Pegou uma coroa de rei de um de seus bonecos, colocou sobre sua cabeça e decretou aos pais:
- A partir de hoje, serei Rainha do Quarto!
Seu pai, que achou graça, mas não riu porque pensou que dessa vez deveria levar Amélia a sério, disse:
- Quarto não é nome de reino!
- Tá bom! – concordou Amélia – Então, a partir de hoje serei Rainha do Reino... de... das... – e olhando o “muro” que havia construído – Reino do Muro de Livros!
- Rainha do Reino do Muro de Livros... – pensou o pai – Mas você sabe que é muita responsabilidade, certo? Afinal, são muitos brinquedos pra governar.
- Eu sei governar, tá!
- Ok, então, Amélia, digo, Vossa Majestade. Caso precise de algo, o reino vizinho talvez possa lhe ajudar.
- Não preciso da ajuda de ninguém! Eu sei governar sozinha!
- Nesse caso, não discutirei. Até!
O pai fechou a porta e retirou-se, rindo muito por dentro.
Amélia olhou ao redor, viu o tanto de bonecos e bonecas que tinha, os jogos, os brinquedos, e pensou: “E agora?” Sentou-se na cama. Em seu reino havia uma estante de livros, onde ficavam alguns índios e índias com chocalhos em volta de uma fogueira apagada, que ganhara de uma promoção de chocolates; um caubói que parecia o Woody do Toy Story, seu desenho predileto; um cavaleiro de espada que ela dizia ser seu príncipe encantado e um dragão vermelho com dentes enormes para ser seu inimigo. Em sua cama, vários ursinhos de pelúcia, alguns com pequenos coletes com botões, que ela sempre ganhava de seus tios e avós. Na cômoda ao lado da cama, guardava seus pertences pessoais; para enfeitá-la, havia um padre de biscuit que ganhara de sua avó e anjinhos de porcelana que Amélia mesma comprara, os quais tanto amava. Na parte de baixo do armário de roupas ficavam a casinha da Barbie com o Ken, algumas bonecas, um bebê que usava uma chupeta e um rei que ganhara do seu pai no seu último aniversário; em cima de tudo, jogos de quebra-cabeça, da memória, de forca, etc; ao lado dos jogos, bem no canto escondido, um boneco da Dona Morte que seu tio esquisito lhe dera. Amélia nunca fora fã do brinquedo, mas nunca teve coragem de se livrar das coisas que ganhava. De repente, resolveu ficar em pé na cama, olhou a todos e disse em voz alta:
- Vocês agora devem me obedecer! Sou a rainha de todos vocês! Se quiserem algo, devem se dirigir a mim! E eu decido o que deve ser feito!
Falou com tanta imponência! Porém, como resposta, obteve os mesmos olhares para o nada de seus bonecos e bonecas, todos os brinquedos parados, os jogos fechados. Então, sentou-se e bufou de tédio. Achou que governar seria mais divertido, quando eis que uma voz se rompe:
- Ei! Eu quero minha coroa de volta!
Amélia tomou o maior susto! Achando muito estranho que fosse um de seus bonecos, escondeu-se debaixo do cobertor e gemendo perguntou:
- Quem está aí?
- Ora, quem! Sou eu, o Rei!
Ela olhou pro boneco do qual tirara a coroa e hesitante disse:
- Você é rei de onde?
- Como assim de onde? – retrucou o dono da coroa – Sou Rei do Quarto!
- Mas Quarto não é nome de reino! – respondeu Amélia lembrando-se do que seu pai dissera – E todo rei tem coroa! Onde está a sua? – continuou, escondendo-a debaixo do travesseiro.
Então, o Rei olhou indeciso ao redor e vendo que ninguém mais se manifestava inclinou-se e disse:
- Perdão, minha senhora. A quem de devo a honra de dirigir-me?
- A Amé... Não! À Rainha do Reino do Muro de Livros!
O rei, que não era mais rei, fez uma grave reverência à menina e respondeu:
- Servo Adalberto, a seu dispor, Vossa Majestade.
E triste, retirou-se para o canto do armário onde ficava.
Amélia curtiu seu momento de poder por mais alguns minutos e quando percebeu que magoara Adalberto e que ninguém mais se manifestava, ficou tristonha.
Estava quase desistindo da idéia de ser rainha quando veio em sua mente uma brilhante idéia! Ela tinha uma boneca que usava chupeta. Então, foi até ela e tirou sua chupeta. De repente, a boneca bebê começou a chorar e não parava mais. E foi aí que aconteceu exatamente o que Amélia esperava que acontecesse: todos os bonecos e brinquedos começaram a se inquietar e gritar:
- Mas que diacho! Devolve a chupeta da menina! – reclamou o caubói.
- GRRRRR! – rugiu o dragão vermelho.
- Por favor, eu imploro, minha rainha! Aquiete essa menina de novo! – suplicou a Barbie.
Os ursinhos de pelúcia começaram a rolar pela cama e pelo chão, desesperados; os índios e índias dançavam em volta da fogueira apagada; enquanto os anjinhos de porcelana e o padre oravam pedindo a Deus que a menina parasse.
A alegria de vê-los todos acordarem acabou rápido quando Amélia percebeu que tudo virara um caos. Logo, colocou a chupeta de volta na boca da bebê-boneca e gritou:
- Moradores do meu reino! Agora que finalmente resolveram acordar, quero que me escutem! Sou a nova rainha de vocês! Ninguém sai ou toma decisões sem meu consentimento, tá?
Todos ficaram em silêncio, alguns assustados, outros com estranheza, alguns com desdém. Percebendo a falta de credibilidade com que a olhavam, resolveu tomar uma atitude mais drástica. Foi de novo até a boneca e colocou a mão em sua chupeta e, ameaçando tirá-la novamente, perguntou, enfática:
- Entenderam??
Todos mais que depressa se dispuseram a fazer reverências e a declarar sua submissão. Tudo isso deixou Amélia muito contente e cheia de si. Ansiosos então para servir a nova rainha, perguntaram:
- Qual sua primeira ordem, Vossa Majestade?
Amélia fechou o sorriso e começou a pensar: que ordem ela queria dar? Então, lembrando as rainhas que vira em filmes e desenhos, todas cheias de ostentação e pompa, resolveu que queria o vestido mais belo de todos. Apreensivos, pois queriam agradá-la, começaram a procurar pelo reino todos os pertences valiosos que pudessem colocar no vestido. Então, cada um deu de si aquilo que mais davam valor: o caubói deu seu chapéu, o dragão, seus dentes, o jogo de quebra-cabeças deu algumas de suas peças, e o da memória deu cada um dos pares; a Barbie cedeu alguns de seus vestidos, os ursinhos, os seus focinhos ou botões de seus coletes; os índios deram seus chocalhos e os anjinhos quebraram suas asinhas para dar ao vestido da rainha, enquanto o padre deu sua bíblia. O bebê foi o único que não deu nada, e Amélia deixou, porque ele seria útil com a chupeta, seu maior bem. Eram muitos os brinquedos e bonecos, e, aos poucos, a cama de Amélia foi ficando cheia de coisas. Só faltava o ex-rei.
- Vossa Majestade, Grande e Poderosa Rainha do Reino do Muro de Livros. Não tenho nada de precioso para dar. Meu bem maior, que era minha coroa, foi perdida!
A menina, lembrando que roubara e escondera a coroa, ficou com medo de dizer que sabia onde estava e ser descoberta como uma fraude. Então, recordando que tinha todo o poder que queria, disse:
- Você mente! Porque quer tomar meu lugar! Aposto como escondeu sua coroa! Que rei perde assim a sua coroa? Alguém já ouviu falar disso?
Todos concordaram prontamente com a rainha e passaram a chamar Adalberto de mentiroso e traidor, porque escondera a coroa e queria o trono pra si. O ex-rei, alarmado, começou a implorar dizendo que jurava por sua vida que era tudo mentira e que havia mesmo perdido a coroa, e que não queria o reino pra si. Divertindo-se com o fato de ter todos seus súditos apoiando-a tão fervorosamente, Amélia decide ousar ainda mais:
- Então está chamando a sua rainha, a quem jurou servir, de mentirosa?
Adalberto, aflito, colocou suas mãos no rosto e pôs-se a chorar. Vendo que a brincadeira fora longe demais, ela decidiu então que pouparia sua vida, mas que, caso a coroa fosse encontrada, ele deveria ser preso.
Então, a rainha iniciou um grupo de busca do bem maior do ex-rei. Ela sabia onde estava, mas para disfarçar, pediu que começassem a busca no armário onde ele ficava. Depois de alguns minutos, o cavaleiro sem espada (porque agora esta fazia parte do vestido) bradou:
- Aqui está! Embaixo do travesseiro de Vossa Majestade! Ele deve ter colocado aqui para dizer que Vossa Majestade havia roubado a coroa!
As vozes exclamavam:
- Que absurdo! A rainha nunca faria isso! Ela é cheia de benevolência!
Percebendo que a traição do ex-rei era ainda maior, ouviu-se:
- Fogueira! – gritou o padre.
- Forca! – berrou o Jogo da Forca.
Os índios faziam barulho enquanto pulavam. Barbie chorava nos braços de Ken, o dragão cuspia fogo, os ursinhos rolavam um em cima do outro, os anjinhos clamavam a Deus pela vida do pobre homem e a boneca-bebê batia palminhas. De repente, ao ouvir a voz do boneco de capuz negro e foice na mão, todos se calaram:
- Morte!
Amélia ficou assustada com a seriedade das coisas e estava quase desistindo de ser rainha quando lhe ocorreu que isso poderia lhe ser útil. Então, levantando-se sobre a cama, com o nariz empinado, declarou em alta voz:
- Meus queridos súditos do Reino do Muro de Livros, ouçam bem. Eu, como rainha, tenho o poder sobre a vida de cada um de vocês. Portanto, decidi o que fazer com o rei.
Todos olhavam ansiosos com a decisão. Alguns desejavam o pior, outros acreditavam na misericórdia da rainha.
- Eu decido que... – e olhando os olhos arregalados de todos, continuou - ... a vida desse meu súdito seja poupada! E retiro dele todas as acusações!
A Morte retirou-se irritada, enquanto todos os outros aplaudiam e davam vivas de alegria pela benignidade da rainha, que passou a ser chamada de Amada Rainha.
Por fora, Amélia sorriu, mas por dentro, sentia-se culpada, afinal, fora ela quem roubara a coroa do legítimo rei. Este, por sua vez, bem triste, porém aliviado, agradeceu à rainha e pediu para retirar-se por algumas horas, pois estava cansado. A Amada Rainha, sob os olhares de expectativa de mais um ato de benevolência, respondeu que podia e pediu para Barbie cuidar dele.
Como presente, todos os seus súditos passaram a se empenhar em confeccionar o vestido da majestade. Pegaram o lençol de sua cama, arranjaram linhas e cola e, após quase uma hora, seu vestido estava pronto. Amélia resolveu então que fariam uma festa de inauguração do vestido majestoso. Ela o vestiu e todos aplaudiram e deram vivas de alegria. Então, colocou uma música de sua caixa de som e dançaram por mais uma hora.
Pelo buraco da fechadura da porta do quarto, o pai de Amélia a olhava admirado com a arte da menina. E achou tão engraçado, que decidiu que não atrapalharia.
Todos os moradores do Reino do Muro de Livros estavam muito cansados e, por isso, dormiram. Após algumas horas, estavam já todos acordados quando um dos brinquedos se manifestou:
- Amada Rainha, quando poderá mostrar-nos mais de sua benignidade?
- Como assim? – perguntou Amélia, que não havia entendido.
- Ora, quando é que poderemos ser ouvidos quanto aos problemas do povo de seu reino e sermos atendidos?
- Que problemas?
- Ora, o bebê não come há algum tempo, alguns jogos já estão velhos e precisam de assistência, sem contar que não organizamos proteção nenhuma contra qualquer ataque!
- Ataque?! Quem nos atacaria?
Vendo que sua pergunta gerara olhares desconfiados, como se Amélia estivesse fazendo descaso com o reino, resolveu que atenderia a cada um deles. O problema é que cada um deles tornaram-se muitos deles. O dragão precisava de dentes para comer e para botar medo naqueles que o atacassem; o cavaleiro precisava de sua espada para se defender; Barbie e Ken queriam se casar, mas o padre não queria casá-los porque ela não tinha roupas apropriadas de casamento; o caubói sentia-se ocioso; os índios não tinham fogo pra sua fogueira, nem instrumentos para tocarem sua música. Amélia percebeu que era muita coisa pra resolver sozinha e que precisava de ajuda.
De repente, ouvem-se estrondos ecoar pelo reino. Todos começaram numa correria que fez tudo virar o maior caos! E no meio da confusão, a chupeta da boneca-bebê caiu e ela começou a chorar, causando o maior alvoroço. Achando que estavam sob ataque, começaram a subir pelo vestido de Amélia para recuperar seus pertences, e o rasgaram todo. De posse da espada, o cavaleiro pôde gritar:
- À batalha, homens! Lutar ou morrer!
- Que Deus tenha piedade de nós! – choramingou o padre.
Os anjos tentavam voar com as asas recuperadas, mas não conseguiam mais colocá-las de volta e começaram a clamar a Deus por piedade também. Os ursinhos, que com botões ou sem botões, focinhos ou sem focinhos não podiam fazer nada, rolavam como sempre, e derrubavam todo mundo a sua frente. Os índios sacudiam os chocalhos recuperados e quanto mais o bebê chorava, mais alto chacoalhavam. O caubói, com o chapéu, recuperou sua dignidade e foi junto ao cavaleiro lutar na suposta batalha. O dragão passou a cuspir fogo, mas ainda não causava medo, porque não conseguira recuperar os dentes, e então fugiu junto com a Barbie e o Ken. Os jogos todos se espatifaram e o único brinquedo que permaneceu calado foi a Morte, sedenta pela batalha. O estrondo novamente se ouviu e a mãe de Amélia, que batia na porta do quarto, perguntou:
- Que barulho todo é esse aí?
- É só o caos da rebelião, mãe, mas já dou um jeito nisso.
A mãe foi embora sem entender e a menina, vendo que não servia mais para ser rainha, resolveu contar a verdade. Primeiro, precisava dar um jeito de aquietá-los. Colocou a chupeta de volta na boca da boneca-bebê, pegou a cola e, um por um, foi consertando. Colou os dentes do dragão e as asinhas dos anjos; juntou todas as peças do quebra-cabeça e do jogo da memória; ajeitou os ursinhos perto do seu travesseiro, devolveu as roupas da Barbie e, com retalhos do lençol, fez-lhe um lindo vestido de noiva. Assim, todos foram aos poucos se acalmando. Quando estavam finalmente todos quietos, Amélia perguntou pelo ex-rei. Bem cabisbaixo, ele apareceu e ela, recuperando a coroa de seu vestido, foi até ele e o coroou dizendo:
- Eis aqui o verdadeiro Rei!
Todo mundo ficou sem entender e, então, Amélia contou a eles toda a verdade, desde a construção do muro e a rebelião contra seus pais. Olhando cada um deles muito envergonhada, disse:
- Queria pedir desculpas por ter mentindo a cada um de vocês. Eu achei que desse conta de ser rainha e comandar um reino sozinha, mas não sei fazer isso. Esse reino é melhor sem mim.
Foi em direção aos livros, desempilhou-os e os colocou de volta no armário. Por fim, completou:
- E o Reino do Muro de Livros nunca existiu. Eu inventei tudo. O muro era de mentira.
Completamente confusos, todos se perguntavam “ E agora?”. Amélia, entendendo que precisava de um julgamento, disse:
- Seja lá o que decidirem, estou disposta a cumprir, nem que custe muito.
O rei, mesmo depois de todas as mentiras e peripécias de Amélia, bondoso e nobre como era, compadeceu-se da pobre menina, verdadeiramente arrependida, e decidiu que ela estaria livre de qualquer acusação. Porém, como condição, pediu que ela o ajudasse a cuidar do reino que agora era de volta o Reino do Quarto. Amélia prontamente disse que sim, e entusiasmada, perguntou se poderia fazer um pedido. O Rei do Quarto concedeu-lhe esse desejo, sendo aclamado pelo seu povo, que passou a chamá-lo de Amado Rei. Ela pediu:
- Eu tenho uma irmã mais nova, que ama cada um de vocês. Posso chamá-la para ajudar-nos a tomar conta do reino?
- Quanto mais súditos, melhor! – respondeu o rei todo alegre.
Amélia saiu sorrindo do quarto e gritou por sua irmã. Seu pai a trouxe e ela disse:
- Pai, minha rebelião acabou. Depois de um longo governo, percebi que não sirvo para comandar. Por isso, o quarto tem um novo rei, muito melhor que eu, que por bondade poupou a minha vida e me permitiu trazer minha irmã para ajudar a cuidar dele. Portanto, agora podemos brincar juntas!
- E não está faltando mais nada, filha?
- Poxa, pai! Corri risco de vida aqui! O que mais que você quer?
- Amélia! Modos ao falar comigo! Peça desculpas! Você deixou sua irmã muito triste hoje!
- Desculpa, irmãzinha. Você pode brincar comigo quando quiser.
- Que bom que aprendeu, Amélia.
- Desculpa, papai. Não farei mais isso. Decidi que serei apenas uma súdita agora.
- Uma súdita?
- Sim.
- Amélia, você tem cada uma... Ei, e o que é aquele lençol todo rasgado? Se sua mãe vir vai ficar muito brava!
- Relaxa, pai, depois eu explico pra mamãe, ela vai entender. Era meu vestido de rainha com pertences valiosos de cada brinquedo. Mas eles acharam que estavam sob ataque, então precisaram recuperá-los de volta e começaram a subir no meu vestido. Ele acabou se rasgando todo.
- Ataque? Do que você está falando, Amélia?
- Ai, pai, você é forasteiro, não vai entender. Faz um favor? Quando vier nos chamar, não bata muito forte na porta, tá? Senão vai começar tudo de novo: os índios vão tocar os chocalhos e dançar, o padre vai pedir piedade, os anjinhos vão sair voando, o dragão cuspindo fogo, o caubói e o cavaleiro vão achar que estão numa batalha e pior, se a chupeta do bebê cair, aí sim estaremos perdidos!
O pai ficou boquiaberto e achou melhor não perguntar nada. Simplesmente disse ao sair:
- Amélia, tem hora que eu acho que você lê demais!