domingo, 17 de março de 2013

Moonrise Kingdom





















Sempre tive curiosidade de ver o filme, desde que saiu, por causa do nome. Ele causa a sensação de que algo muito maravilhoso está para ser descoberto. Hoje resolvi, finalmente, vê-lo. A história é ao mesmo tempo conhecida mas contada de um jeito muito diferente. Menino e menina fogem juntos por causa dos problemas com família e da vida, se apaixonam e decidem ficar juntos. É uma história vivida por crianças, muito inocente e ao mesmo tempo madura, com alguns atores adultos muito conhecidos como Bruce Willis, Edward Norton e Bill Murray. Crítica: não achei as crianças brilhantes, acho que poderiam ter escolhido melhor nos atores, mas não desmerece o filme; a atmosfera da história é meio depressiva, o casal de jovens que foge é um tanto quanto problemático: o garoto é órfão e a garota tem problemas familiares. É diferente das histórias infantis que estamos acostumados a ver, mas eu não desprendi um minuto do filme. Pra quem não sabe, concorreu ao Oscar de melhor roteiro original, escrito por Wes Anderson, também diretor, e Roman Coppola, quem todo mundo conhece. Perdeu para Quentin Tarantino com Django, mas afinal, pra quem não viu Django, é muito bom mesmo, nem dá pra comparar. Moonrise Kingdom é boa opção pra quem quer sair da rotina dos filmes parecidos, rs, e ver algo novo. Pretendo conhecer mais coisa do Wes Anderson depois deste. Não sei se vou me tornar fã. Ele realmente tem um estilo diferente. É dele o filme Viagem a Darjeeling, aquela história louca da viagem de três irmãos (acho que é isso, faz muito tempo que eu vi). Moonrise Kingdom tem um título encantador, e é um lugar encantador. A trilha sonora é fanstástica. Algumas cenas me lembram algo do filme francês, e outras são engraçadas, principalmente quando são contracenadas pelos veteranos. Alguns diálogos são muito bons. Vale a pena ver, só o trailer já um grande atrativo!


domingo, 27 de janeiro de 2013

Django Livre

Se você já viu Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Kill Bill, Bastardos Inglórios, sabe que Quentin Tarantino é expert em diálogos muito bem elaborados e em muito sangue, muito sangue MESMO. E essas são as marcas de seus filmes. Adoro Tarantino por isso. Nem sempre existe um por quê de certas conversas ou cenas, mas são tão boas, tão boas, que são necessárias. Django Livre é um dos mais novos filmes de Tarantino, e, como era de se esperar, sangue. Porém, não muito sangue (você até pode discordar, mas depois de ter visto Kill Bill, achei pouco). Sobre os diálogos, havia lido uma crítica dizendo que não eram tão bons quanto Quentin é capaz de fazer. Detesto ler críticas antes, porque eu vejo o filme pensando nelas. Detesto mais ainda ter que concordar com elas. Os diálogos quase beiram o comum, salvo algumas pitadas Tarantino, mas apenas pitadas. O sotaque mantém. O filme se torna menor por isso? Não sei dizer. Eu gostei e não consegui parar de ver. O engraçado for assistir e pensar: "Esse filme não pode ser do Tarantino." Aí vem outra cena e eu penso: "Sim, esse filme definitivamente é do Tarantino." E outra cena e acho que não é. Depois, você ouve a trilha sonora e pensa que é. Quando termina, você conclui que é indubitavelmente dele, mas tenho que dizer: Quentin parece ter amolecido um pouco, e se entregado a alguns clichês. Não sou expert, mas foi a sensação que tive. De qualquer forma, nenhum arrependimento de ter visto o filme. Ele prendeu minha atenção, a história é boa, e, apesar das críticas que escrevi, é Tarantino, portanto é diferente do que costumamos ver. Se merece estar concorrendo ao Oscar, difícil dizer. Até agora só vi Argo, e, é impossível comparar estilos tão diferentes. Django Livre é a história de Django, um escravo comprado por um caçador de recompensas, que acaba ajudando-o em seu trabalho. Django torna-se único, pois ele é um negro que monta cavalo, em 1858, quando os negros eram escravos no Texas, antes da Guerra Civil. Juntos, tentam encontrar a esposa de Django, Broomhilda, uma escrava criada por alemães. Pra quem é amante de Quentin Tarantino, como eu, esse é um filme pra lista. Pra quem viu Christopher Waltz em Bastardos Inglórios, talvez estranhe muito o ator nesse filme, pois vê-lo "bonzinho" quase não combina, rs.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ARGO

Desde quando surgiu o trailer, fiquei com muita vontade de ver o filme, porque adoro histórias baseadas em fatos reais. Quando vi que Argo ganhou na categoria do Globo de Ouro como Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor, aí sim eu precisei ver. Aliás, todos do Globo de Ouro já estão da minha lista. Pra quem não entende muito filmes com questões políticas, o que acontece é o seguinte: no fim de 1979 ao começo de 1981, 52 americanos ficaram reféns no Irã por conta de uma crise diplomática entre o país e os Estados Unidos. Pois é, EUA sempre se dando bem como todo mundo. No começo de filme, há uma explicação muito clara de tudo o que acontece. O filme narra a invasão de militantes iranianos na Embaixada Americana do Irã e a tentativa de resgate de 6 americanos que haviam escapado, mas estavam presos no país. O perigo é que esse militantes iranianos estavam matando e tornando reféns qualquer americano que encontravam, por isso os 6 precisavam sair de lá, ou iriam, muito provavelmente morrer. Parece filme, né... rs. E o genial é a solução que um agente da CIA encontrou para salvá-los. Nem parece real. Confesso que o começo é meio parado, mas quando o filme terminou, tive a sensação de que valeu a pena cada segundo. Realmente é bom. Agora, se é bom o suficiente pra ter ganhado o Globo de Ouro, aí não sei dizer. Tem Django Livre, e eu adoro Tarantino, rs. E A Hora Mais Escura tem um roteiro bem interessante também. Lincoln ainda não vi, mas por mais que eu ame o Spielberg, ele tem sempre uma fórmula muita pronta: você vê um filme dele e diz: "É do Spielberg." Porém, está entre os mais cotados do Oscar, então vamos ver no que dá. Quanto a Argo, tenho que dizer, Bem Affleck está me surpreendendo... como diretor apenas, porque como ator é complicado avaliar... rs.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Happythankyoumoreplease

Esse é o nome do filme mesmo. Adoro quando a história contada não tem uma temática específica, é apenas uma simples história sobre a vida de pessoas. Então não comece a assistir achando que se trata de algo particular, porque não é nada disso. Diria que o filme fala de relacionamentos, mas é mais do que isso, é meio que buscar ser feliz ao se deixar ser amado. Não digo que marcou minha vida, foi somente outro filme, mas vale a dica, porque é tocante sem ser dramático e exagerado, belo sem ser digno de um Oscar, simples sem ser desinteressante. Sam passa a cuidar de um garoto que se perdeu no trem, enquanto sua melhor amiga, Annie, está em busca de alguém especial, mas se prende ao passado; porém, encontra Sam #2, um colega de trabalho que a admira. Sam conhece Mississipi, uma garçonete também cantora com quem se envolve, a princípio, em uma relação que deve durar por três dias. Não, não é uma comédia romântica. Talvez previsível, mas e daí? Vale a pena assistir quando você estiver livre. Ah, só pra constar, o filme foi vencedor no Festival de Sundance como escolha do público. Aliás, ultimamente só tenho visto filmes desse Festival, porque costumam agradar perfeitamente o meu estilo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

I feel infinite!

Fazia tempo que não escrevia, fim de ano, e estava difícil achar bons filmes. Já havia visto o trailer deste há um tempinho e estava doida para baixar, e hoje eu finalmente consegui!!! Acabei de assistir The Perks of Being a Wallflower (em português, As Vantagens de Ser Invisível), e eu simplesmente ameeeei! Sabe a única coisa que eu detesto nesses filmes? A sensação de ser infinito só dura enquanto dura o filme, depois volta a realidade e ela termina. Não seria legal se pudéssemos viver como nos filmes? Se a nossa história fosse digna de cinema? A realidade às vezes é tão morta... Voltando ao filme, é um drama feliz (inventei esse adjetivo), porque é uma história um pouco dramática de um garoto que perdeu sua tia, que ele considerava sua melhor amiga, passou por momentos difíceis com a perda, e tem dificuldade em fazer novos amigos no colegial. Porém, ele acaba encontrando pessoas incríveis com quem aprende a viver pra valer. Amigos são tudo na vida, e sem eles nos sentimos desamparados. Pra mim, é um filme que vale a pena cada segundo. Fiquei impressionada como são os adolescentes nos EUA. Gente, aquilo é um martírio, quanta gente estúpida! Quanto bullying! Por isso vivem vidas tão dramáticas durante a vida escolar. Conheça Charlie, Patrick e Sam, e veja se você também não queria ser amigo deles, rs. Um filme puro e doce, do jeito que eu gosto.

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

I Hope...

Os prisioneiros que andavam no pátio, acostumados ao único som emitido do alto falante - para avisar a chegada de novos cativos - pararam surpresamente admirados com aquele som diferente, que não anunciava nada que os lembrassem estar presos. Não. A sensação era completamente contrária. 
"_ That's the beauty of music, they can't get that from you. Have you never felt that way about music? (...)  You need it so you don't forget.
_ Forget?
_ Forget that there are places in the world that are not made out of stones, that there's something inside they can't get into, they can't touch. It's yours.
_ What are you talking about? 
_ Hope." - diálogo do filme.

Um Sonho de Liberdade (1994)

Sabe aqueles filmes tocantes que nos fazem chorar e sentir ao mesmo tempo triste e feliz? Pois é, este é um dos clássicos no estilo. Andy Dufresne (Tim Robbins) é condenado à prisão perpétua ao ser acusado de matar sua esposa e seu amante, apesar de se declarar inocente. Na prisão, conhece a dura realidade do lugar, mas acaba se tornando amigo de Red (Morgan Freeman). Andy é um rapaz muito culto e inteligente e acaba transformando a prisão, além de conseguir benefícios para si e seus amigos. Mas as coisas começam a complicar, e Andy percebe que seus esforços podem não ser recompensados. Desde o início, o filme o embala em sua doçura e rudeza, e o conduz fascinantemente à história da amizade entre Red e Andy. Amizade é um tópico que sempre me atrai, porque, pra mim, não existe relacionamento de mais valor do que esse. E eu acho que é graças a ela que Andy mantém consigo esse algo dentro de si que ninguém pode tocar: esperança. Eu penso que, mais do isso, ninguém tira nossa vontade de ser livre. Falar de liberdade é tratar de um conceito muito difícil de definir. Pra mim, é a sensação de saber e de sonhar o quão longe se quer chegar. O pensamento ninguém invade, por isso é livre e único. É dessa forma que surge o indivíduo, diferente de qualquer outro pelo fato de ser um livre pensador. Penso, logo existo. Ok, divaguei demais. O motivo é que, filmes como Um Sonho de Liberdade me fazem refletir sobre muitas coisas, e criam em mim essa sensação de grandeza interior, de inspiração momentânea, como se eu tivesse uma epifania reveladora da vida. Mas é isso, não passa de um momento, cuja descrição é difícil fazer, e se torna esse texto mal exposto. Enfim, um filme que vale MUUUUUUITO a pena assistir, muito mesmo!!!


sábado, 20 de outubro de 2012

Você viveu inesquecíveis histórias quando criança?

Coincidentemente, acabamos de passar a semana do dia das crianças e venho eu comentar sobre esse filme delicioso que acabei de ver.

That's What I Am

Dignidade Humana + Compaixão = Paz. Descobri o filme assistindo a trailers no Youtube, e este me pareceu muito bom. Adoro filmes que tratam das histórias e dos dilemas da infância, porque é tudo tão puro! E eu nunca vivi nenhuma dessas histórias. Se você quiser saber sobre minha infância, não tenho nada a contar, e acho isso muito triste. Então, assistir a esses filmes me faz sentir nostalgia por uma época que não vivi... Ok, depressivo demais o papo. Voltando ao filme, ele conta sobre a infância de um garoto que aprende o que é ser tolerante, num ambiente cheio dos preconceitos não tão inocentes que, no futuro, tornam-se em grandes problemas da sociedade. Exemplo, um dos garotos da escola entra em pâncio ao esbarrar numa garota considerada muito feia, pois fica com medo de "pegar" sua feiura, como se fosse algo contagioso. Sr. Simon é o professor que, através de sua postura, tenta ensinar aos alunos sobre o respeito e a dignidade. Para aqueles que viveram histórias parecidas, o filme é mágico: traz à memória muitas lembranças dessa época. Pois foi exatamente o que aconteceu com meu pai. Assistimos juntos, e assim que terminou, ele começou a me contar várias histórias, e era incrível como ele se lembrava dos fatos, porque, pra quem conhece meu pai, sabe que ele não é muito bom para recordar as coisas, muito menos com nomes. Ele se lembrou dos primeiros beijos, das brigas, dos garotos que apanhavam, daqueles que batiam, das garotas que o beijavam, do futebol na rua e das pipas empinadas. Foi tão rico ouvir tudo isso, foi como se eu tivesse "vendo" aquelas memórias. Pode ser impressão minha, mas a infância não parece ser mais a mesma hoje; parece ter sido corrompida por essa sexualidade precoce que extinguiu a pureza dos beijos e dos sonhos. Fico pensando na geração que está por vir... Estúpida e frustrada ao perceber tão tarde os valores que ficaram pra trás...
Bom, se você tem histórias interessantes da sua infância que se lembre, conte aí! Vou adorar lê-las!